luizcotta.27.11.2010

28 11 2010

Bola SeteMuita gente nem nunca ouviu falar desse cara. Djalma de Andrade, o grande Bola Sete, foi um violonista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1923. Ele começou a compor aos 17, virtuosíssimo, e, em 1945, ganhou um concurso na Radio Transmissora do Rio de Janeiro. Aí partiu pro EUA em 1950 e arrebentou. O Dizzy Gillespie era um que assistia a todas as apresentações dele no Sheraton de Nova York. Foi ele quem convidou o Bola pra tocar no Festival de Jazz de Monterey.

A primeira faixa, Consolação, é uma interpretação de Bola Sete de uma música do Baden Powell, gravada em 1966 com um trio de músicos brasileiros: além do próprio, ia Tião Neto no baixo e Chico Batera. A levada é bem jazz – numa época em que o Jazz já tinha se apaixonado pelo rock ‘n’ roll dos Beatles. Deve ser por isso que há quem diga que Bola Sete foi o “pai do samba-rock”.

A segunda, Days of wine and roses, é uma interpretação de Vince Guaraldi e Bola Sete, gravada em 1963, de uma música de Henry Mancini pra um filme homônimo. Carlos Santana é um admirador do trabalho de Bola, artista que o guitarrista tem como influência fundamental. É bacana ouvir no violão de Bola Sete nessa faixa um pouco do que iria ser uma marca do trabalho do guitarrista mexicano.

Bola Sete é bom até pra memória. A memória cultural desse país.

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One response

9 12 2010
ciccero

delicinha…. embalou minha madrugada

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