escutatória de verão 23.01.10

26 01 2010

Sam:

Sailing away (Travis):

Os caras do Travis tem muita competência de fazer músicas boas e bonitas. Sailing Away é uma ‘hidden track’ do penúltimo album ‘The Boy With no Name’ (2007) que me impressionou por uns detalhes bacanas e singelos durante ela. Além de eu adorar os dedilhadinhos do Fran Healy. Os assobios breves acompanhando as notas tocadas dando um ar feliz esperançoso. A guitarra com leve distorção tocando acordes abafados no segundo verso. Os backing vocals distantes. O fato do Fran não subir tanto o tom no refrão tangendo pro mais suave e não pro ‘apelativo’, exagerado, eufórico
Música pra ser adicionada à qualquer coletânea própria de ‘Domingo de Manhã’.

You are my face (Wilco):

You r my face.. segunda faixa do Sky Blue Sky (2007). Música de ser favorita de muito top five pra quem tem mania.
Não é uma música com verso e refrão. Uma das graças de ouvi-la. E é uma daquelas de ouvir em alto e bom som. Pra escutar o vocal suave introdutório quebrado pelo lindo solo breve com notas distorcidas de forma discreta e todo o corpo seguinte da música.
Como diria num claro e bom new english worth the feather…
ps: A capa do disco é muito feia… =)

Luna:

My girls (Animal Collective)

Desde a primeira vez  que ouvi não consegui tirar “my girls” da cabeça. Do aclamado álbum “Merriweather Post Pavillion” – presente em 9 entre 10 listas dos melhores de 2009 – a música começa com uma batida e uma voz, que vai ganhando novas batidas e novas vozes, numa mistura de sons cada vez mais interessante. Não é a toa que após o refrão vem um “wuu!” – até lá você já está completamente envolvido pelo sintetizador constante no fundo e por suas vozes desencontradas e harmoniosas.

Delícia.

Maluca (Cássia Eller)

Começa um tango… e de leve entra Cássia Eller, cantando sobre um dia triste de chuva. A medida que a música cresce tem-se a sensação que lá fora a chuva está aumentando; e o tango atrás, melodioso, forte,  lindo…

Uma faixa que não foi muito tocada nas rádios, talvez por não ser composição do Nando Reis (essa é do Luís Capucho), mas que é uma das minhas preferidas da cantora. Pra ouvir em dias de chuva.

Filipe:

Independence day (Elliot Smith)

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I Belong to You / Mon Coeur S’ouvre à ta Voix (Muse)

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Azul:

The gardner (The Tallest Man on Earth)

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Trick pony (Charlotte Gainsbourg)

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do dia 24/05

25 05 2009

Filipe

1) The Good, The Bad & The Queen – Three Changes

Esse não é o nome da banda, e sim do álbum. The Good, The Bad & The Queen começou como um projeto solo do Damon Alburn (Blur, Gorillaz), que queria criar um disco temático, uma história de suspense passada em Londres. Começou a recrutar um time: o produtor Danger Mouse, o ex-baixista do The Clash, Paul Simonon, o guitarrista do The Verve, Simon Tong, além de uma lenda viva: Tony Allen, baterista da banda Africa ’70, de Fela Kuti, e um dos criadores do movimento Afrobeat. Logo não era mais um projeto solo, e sim um verdadeiro supergrupo, cuja música soa unicamente rica.

2) Caetano Veloso – Circuladô De Fulô

De um trecho da poesia concreta de Haroldo de Campos saiu a letra dessa música tensa, intensa, retensa. Caetano foi genial ao musicá-la. Mais eficiente do que eu dizer qualquer outra coisa é deixar aqui um link para a dita cuja.

Sam

1) China – Jardim de Inverno

Descobri o China quando uma amiga minha me disse de um projeto dele com (acho que) os caras do Mombojó de cantar “o rei” Roberto (o aleijado que mais pegou mulher no mundo). Entrei no site e no maispeç dele procurando algo e descobri que no site dele tem todos os albuns dele pra baixar. O Ultimo Simulacro de 2007 trás essa música como segunda faixa e me abriu os ouvidos quando a ouvi. Com um som muito criativo e um tecladinho dançante oitentista no começo mas o resto bastante contemporâneo como o resgate de alguns elementos oitentistas. Enfim.. bom pra parar pra ouvir. A versão do clipe me agrada mais que a de estúdio. A guitarra mais marcante e expressiva

2) Travis – J. Smith

Música título do ultimo disco do Travis do ano passado. Começa com uma guitarra marcante nada demais e a música vai andando.. entram vocais e instrumentos e a música parece uma escocêsa padrão pop eventual. Mas no que continua e passa por um solo pouco expressivo e dele vaz uma transição para um coro e entra uma orquestração e a música se torna magistral e densa com um clima de suspense ela se interrompe e volta a guitarrinha marcante do começo. É uma delícia. A versão ao vivo não tem nada disso.. mas compensa mesmo assim.

Azul

1) Gogol Bordello – Wonderlust King

2) Jay-Z + DJ Danger Mouse – What More Can I Say